Quando, algures no início de 2010, encontrei o blog do Rui, verifiquei aquilo que muito no meu íntimo já sabia: eu hei-de fazer o Caminho!
Li-o de fio a pavio, em 2 ou 3 dias.
Reli-o.
Tomei notas.
Chorei, ri. Emocionei-me com o seu relato. Conheci os amigos que fez e os seus companheiros de Caminho.
Invejei-o...
Invejei-o...
Tratei de marcar na minha agenda um mês para fazer o mesmo, no ano seguinte.
Planeei, sonhei. Cheguei a enviar ao Rui um comentário sobre isso.
Planeei, sonhei. Cheguei a enviar ao Rui um comentário sobre isso.
Claro que saiu furado...
Uma mãe de filhos pequenos, com o pai dos seus filhos num trabalho de horários e presença complicados, numa fase da minha empresa nada agradável, tudo se conjugou para que não o conseguisse fazer.
Até que em Agosto de 2011 vou aos Pirineus.
Converso com o Henrique (parece-me que nunca abordámos propriamente o assunto Caminho de Santiago), converso com o Ovelha, apercebo-me que desse por onde desse, eu tinha de o fazer.
De volta a casa, recebo um simpático mail do Rui. Respondia ao meu comentário no seu blog, e contava-me que iria partir de novo para o Caminho.
Nos últimos dois anos e meio a minha vida, o meu Eu andou por montes e vales.
Perdi o rumo, deixei de observar objetivos. Vivia para o dia seguinte e pouco mais.
Estar afastada de amigos e família, numa terra de que não gosto particularmente, com as responsabilidades, os filhos, os horários, a cada vez menor capacidade financeira para poder deslocar-me à minha vontade e de acordo com a necessidade da minha sanidade mental, tudo isso me fez perder o meu norte.
Até que 2012 me trouxe novas coisas. Novas pessoas. Novos desafios pessoais. Novas dúvidas e angústias.
Concluo que para me encontrar e me recentrar tenho necessidade de me perder.
Nessa procura de mim mesma, apenas uma coisa faz sentido.
Quando há coisa de um ano deixei aquele comentário no blog do Rui, o
Caminho chamava por mim. Apesar de não o ter feito por constrangimentos
exteriores, entendo agora (altura em que releio o Ultreya et Suseya...) que não
estava de todo preparada para o fazer.
Agora é que tudo faz sentido.
O meu Caminho começa hoje...
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