O apelo do Caminho.
Comecei por querer fazer o Caminho algures em 2009/2010.
Porque sim. Porque gosto deste tipo de desafios. Porque este desafio é muito mais do que alguma vez posso sonhar.
Porque era uma aventura. Porque fazer o Caminho era uma partida rumo ao desconhecido.
Porque entretanto cruzei-me com o blog do Rui e amei a sua descrição. Imaginei-me e quase me revi em cada palavra que ele escreveu.
Não se concretizou entretanto.
Acredito que não estava destinado ser naquela altura.
Até
que... Dei comigo numa fase de me questionar a mim própria. Questionar o
rumo que levo na vida. Questionar de uma forma séria e objetiva o que
quero fazer a partir daqui.
Quero
encontrar-me. Colocar um ponto final em algo que me inquieta e começar
um novo capítulo. Nem que seja na minha cabeça apenas, na minha forma de
encarar o que me rodeia.
Vou fazer o Caminho porque quero.
Quero mesmo muito fazê-lo.
Posso
atrapalhar-me na forma como explico, mas no fundo a subjetividade desta
explicação é a objetividade de um querer que não se explica, mas apenas
se sente.
E o sentir não se explana...
Este querer que faz parte de mim e que agora é a altura para se revelar.
Se não o fizer, será um vazio em mim. Um espaço por preencher que não me permitirá ser eu comigo.
E eu necessito muito de ser, de estar, de me encontrar e recentrar.
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